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TUDO SOBRE CONSTRUÇÃO RÁPIDA

Já imaginou construir uma casa em poucos meses? Em madeira ou com elementos pré-fabricados em betão, as soluções são tentadoras, a preços apetecíveis e muitas têm um encanto irresistível.

por José Cid dos Santos

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Madeira ou betão?


Casas construídas com troncos, pranchas de madeira ou painéis de betão pré-fabricados têm duas coisas em comum:

Uma vez iniciada a construção, levam menos tempo a erguer. O facto de tudo ou quase tudo chegar à obra já na medida certa, somado à ausência dos tempos de secagem de argamassas, torna a construção mais rápida

Construção mais célere requer menos mão-de-obra. Adiante daremos indicadores de preço para as várias hipóteses

Prazos

Os fabricantes, por norma, cumprem os tempos de obra contratados, mas há que somar a esses prazos a espera até início dos trabalhos. Além da criação de infra-estruturas no terreno e obtenção das licenças e aprovações, há outros trabalhos que o fornecedor tem de fazer antes de construir:

No caso das madeiras, a secagem em estufa e transporte

No caso dos pré-fabricados de betão, a reunião dos vários componentes (pilares, vigas e painéis) para transporte.
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Crédito


As casas de madeira e pré-fabricadas (ou com incorporação de elementos pré-fabricados) podem beneficiar dos mesmos créditos à habitação aplicáveis à construção convencional em al-venaria. Alguns fabricantes têm acordos com institui-ções bancárias e facilitam a vida ao cliente, devido à sua grande prática na instrução dos pedidos. O que também permite ao comprador só formalizar o negócio depois de ter garantia de obter o crédito.
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Razões de recusa


Em vilas ou aldeias tradicionais, o projecto de uma casa em madeira pode ser recusado exclusivamente por razões estéticas, tal como, mesmo fora do aglomerado, se a casa em madeira for avistável a partir de uma povoação que o município considere “tradicional”.
Há câmaras algarvias que aprovam projectos de casas em madeira na condição de lhes ser aplicada uma velatura branca nas paredes. Existem velaturas micro-porosas nessa cor, que deixam respirar a madeira e a conservam, tal como quaisquer outras.

Convém ainda saber que existem abrigos de jardim, ou refúgios de montanha, em madeira, alguns com áreas superiores às admissíveis para uma residência convencional que não podem ser licenciados como habitação. Há-os no mercado com áreas dos 30 aos 80 metros quadrados. Mas ou os quartos não têm as dimensões mínimas ou o número de casas de banho não atinge o mínimo exigível. Segundo a legislação portuguesa, casas com três ou mais quartos terão de ter mais de uma casa de banho.
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Formalidades


Uma casa em madeira ou em painéis pré-fabricados de betão, actualmente, obedece às mesmas normas e requer exactamente o mesmo tipo de licenciamento camarário que uma construção convencional. Obter licença implica:

Indicação de um técnico responsável qualificado e inscrito no município em causa

Apresentação de projecto de arquitectura

Projectos de especialidade para fundações e estruturas, electricidade e hidráulica (águas e esgotos)

Mais requisitos…

Grande parte dos fabricantes aceita projectos dos clientes (desde que exequíveis), faz projectos por encomenda e dispõe dos seus próprios projectos--tipo. Caso opte por um destes, ainda serão necessários os seguintes projectos específicos:

Fossa asséptica
Ligação à rede de esgotos
Canalizações
Muros
Outras intervenções no terreno

O tempo requerido para satisfação desses requisitos varia de município para município (em termos médios, um ano de espera após entrega da documentação). Alguns fabricantes encarregam-se dessas formalidades sem si-gnificativo aumento de custo.
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Amigas do ambiente


As casas em madeira são bonitas, ecológicas e parecem autênticas extensões da Natureza. Como não requerem estaleiro de obra, podem ser edificadas em zonas com vegetação e boa sombra, ao contrário de uma construção tradicional que obriga a abate de árvores na pro-ximidade imediata. Há quem chegue a adaptar o projecto para que um ramo de uma árvore de grande porte atravesse a varanda.

Origem das madeiras

As madeiras utilizadas na construção de casas provêm de bosques organizados com um severo controlo do ritmo de plantação e abate. As madeiras são importadas, sobretudo, do Brasil, nas de pranchas, da Finlândia, Suécia, França, Alemanha, nas de troncos. Neste último caso, surgiu já há tempos uma importante incorporação de produto nacional. Nos Açores, sobretudo na Ilha de S. Miguel, dá-se excelentemente a cliptoméria japónica ou cedro do Japão, uma madeira de tão boas qualidades que constitui um extra.

Tratamento
Todas as madeiras requerem tratamento regular. Deve ser-lhes aplicado verniz, tinta ou velatura (a gosto do cliente, com um tom ou incolor), no mínimo, de três em três anos. Há tratamentos que, além de impermeabilizar, protegem de fungos e insectos. Alguns contêm ainda um filtro de protecção contra os ultravioletas da luz solar.

Advertência
Apesar de as madeiras utilizadas serem, por norma, de alta densidade e sujeitas a tratamentos retardantes da combustão, há que ter todo o cuidado com os incêndios. No meio de um pinhal que, se for atingido por chamas, desenvolverá grandes temperaturas, não é aconselhável (tal como não o é para uma construção em tijolo ou mesmo em pedra). Mas junto de algumas árvores, de preferência frondosas, com terreno limpo em volta, os riscos estão minimizados (Ver Resistência ao fogo).

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Troncos ao natural


As casas de troncos, de inspiração nórdica, têm uma aparência singular e encontram raiz histórica nos abrigos dos nossos antepassados remotos. Pela sua simplicidade e por uma certa aura romântica que as envolve, têm simpatizantes nos quatro cantos do mundo.

Particularidades
A construção em madeira tem propriedades anti-sísmicas tão boas ou ainda melhores que a construção tradicional
Os troncos funcionam como tijolos muito compridos que encaixam uns nos outros em sistema macho-fêmea, assegurando uma união e uma estanquicidade perfeitas
O uso do sistema de lamelado-colado nalguns elementos resolveu alguns inconvenientes, sobretudo no plano estético, das dilatações e contracções da madeira
Quer as colas utilizadas em lamelados quer os tratamentos de protecção são microporosos, isto é, deixam a madeira respirar
Em termos de isolamento, uma camada de lã de rocha e uma câmara ventilada entre o telhado e o forro protegem o interior das temperaturas altas e baixas

Quanto custa?
O tipo de madeira e a sua espessura, a forma da construção e o número de janelas fazem variar substancialmente o preço. A título de exemplo, uma casa com 170 metros quadrados em pinho nórdico com paredes exteriores de 12 centímetros de espessura custará entre 106 e 117 mil euros. O custo da instalação eléctrica acrescerá cerca de 5 mil euros e a instalação sanitária 10 500 euros. Optando pelo mínimo dos mínimos a casa custará cerca de 121 mil euros. Se optarmos por cedro do Japão em vez de pinho nórdico, esse valor subirá 6 mil a 6500 euros. Um reforço da espessura das paredes, com troncos de 16 centímetros, é o extra mais caro: para os mesmos 170 metros quadrados, entre 20 e 23 mil euros. Tudo somado, uma casa com essa área, com água, electricidade e esgoto e os dois extras mencionados (IVA incluído) custará entre 156 e 168 mil euros. As melhores empresas garantem tempos de montagem de cerca de mês e meio por cada 100 metros quadrados de construção, o que significa que para a área mencionada o tempo de obra oscilará entre mês e meio e dois meses.

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Pranchas


As casas em pranchas de madeira, de inspiração vinda do continente americano, tal como as de troncos, têm encaixes horizontais do tipo macho-fêmea.

Particularidades
São mais baratas e mais vulneráveis ao calor
A principal precaução ao adquirir uma casa deste tipo tem a ver com a qualidade (em particular a densidade) das madeiras. Quanto mais densas, melhor isolamento, térmico e acústico, e maior resistência terão ao fogo e às pragas, como fungos e caruncho
Essencial, em regiões quentes, é uma parede dupla, visto que a temperatura é o grande óbice deste modo de construção

Quanto custa?
Existem modelos a partir de 25 mil euros com áreas na ordem dos 70 metros quadrados e cerca de 90 metros quadrados na ordem dos 32 mil euros, preços incluindo casa de banho (ainda que mínima) já com louças, varandim em dois dos lados da construção e escada de acesso e ligação dos esgotos à fossa ou ao colector. Montagem: cerca de um mês (após a chegada de todos os materiais ao local de construção, o que poderá demorar até 4 meses, visto que as madeiras irão ser encomendadas, secas e cortadas).

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Resistência ao fogo


O Eurocódigo 5 é uma norma europeia que estabelece os requisitos específicos para a construção em madeira e o dimensionamento das peças estruturais com para resistirem a cargas e ao fogo.

Quanto ao fogo, a norma europeia estabelece, muito grosso modo, que uma construção em espaço público terá de resistir a chamas intensas durante 60 minutos sem desabar. Para cons-truções privadas é exigida uma resistência de 30 minutos, o tempo tido por necessário para salvar pessoas e bens mais valiosos e para a intervenção dos bombeiros.

Se pensa comprar uma casa em madeira pode pedir que lhe façam as contas: quanto tempo resiste esta casa a um fogo violento sem desabar?

O cálculo é relativamente simples. Em termos médios, o fogo, em 10 minutos, corrói 0,7 milímetros num tronco (note-se que, após os incêndios, os troncos das árvores cuja rama ardeu continuam de pé e ainda vão ser cortados e utilizados para vários fins). Sobredimensionando os pilares de sustentação de uma casa em 2,1 centímetros ganhamos 30 minutos. Com o dobro, ganharemos 1 hora. Claro que estas contas dependem da resistência específica da madeira. Apresentámo-las apenas para que o leitor saiba que o fabricante pode calcular, com muito razoável exactidão, a resistência do produto que lhe está a vender.
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Chapéus há muitos…


As casas em madeira oferecem uma imensa variedade de coberturas à escolha do cliente. O telhado tem por função primordial lançar a água das chuvas para longe da casa, visto que o isolamento está a cargo da lã de rocha que lhe fica por baixo e da caixa-de-ar ventilada. Por isso, são possíveis várias soluções:

Telha cerâmica. Igual à usada na construção tradicional

Placas de ardósia. Uma opção nas zonas do País onde essa pedra existe em quantidade

Telhas em madeira tratada. Solução pouco difundida e com pouca aceitação em Portugal o que a torna cara

Telhas em cobre. Igualmente caras e pouco divulgadas

Telhado de colmo. Ainda mais dispendioso. O colmo é caro. Além disso, carece de um verdadeiro telhado por baixo

Telhado vegetal. A fotografia que publicamos foi tirada no Minho. O telhado com uma camada de 10 a 15 centímetros de terra proporciona a frescura de uma cave no interior da casa. Uma tela isolante reveste o fundo dos dois imensos canteiros que constituem o telhado. Há quem corte a relva, mas também há quem cultive flores.

A solução, em si mesma, é barata. Numa casa de dimensão média, só requer umas 30 a 40 toneladas de terra e a mão-de-obra necessária para a colocar. Mas há um contra: a estrutura de toda a casa terá de ser reforçada para essas toneladas suplementares.
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Painéis de cimento


Um sistema com cada vez mais adeptos consiste em construir com fundações e estruturas tradicionais mas com paredes exteriores em painéis pré-fabricados em betão, em vez de tijolo. Entre essa parede exterior e uma parede interior, em tijolo, fica uma caixa-de-ar que facilita o isolamento térmico, acústico e higrométrico.

Particularidades
É como uma casa normal, com estrutura anti-sísmica, e acabamentos à escolha do cliente. Existem, contudo, duas grandes vantagens em relação à construção tradicional:

1. Maior rapidez – paredes e telhado são montados em 15 dias

2. Maior resistência – uma parede em painel prefabricado não pode ser partida com uma marreta, como sucede com as de tijolo.

Quanto custa?
O custo também é equivalente ao da construção tradicional: um dos maiores fabricantes deu-nos um valor de referência de 528 euros, acrescido de IVA, por metro quadrado de construção.

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Brincadeira


Esta torre original, que pode servir para casa de brincadeiras ou até para alojar visitas de última hora numa casa de quinta, inspira-se nos espigueiros para cereais da região das Astúrias. O modelo está exposto, há três anos, junto à fábrica da Rusticasa, que o vende em kit, para o cliente montar, por cerca de 5000 euros. Os responsáveis da empresa explicam: “Foi quase uma brincadeira, visto que temos muitas obras nas Astúrias e a coisa surgiu. Não tem qualidade para habitação, porque, se não estiver a coberto da sombra de árvores, quando vem o sol fica um forno.”
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Cubo mágico


Nas grandes metrópoles começam a surgir certos tipos de pré-fabricados vanguardistas, com design arrojado e funcionalidades máximas em espaço mínimo. É o caso do Loftcube, invenção do alemão Werner Aisslinger criado a pensar na utilização dos terraços berlinenses para instalar habitações temporárias minimais. Tornou-se um must pela sua evidente modernidade. Esta espécie de caixa de televisor gigante pesa duas toneladas e meia, oferece uma área interior de 36 metros quadrados em open space e custa, na origem, cerca de 55 mil euros. www.aisslinger.de
 
 

 
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