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CASAS E INTERIORES
 
 
 
O HALL de entrada mantém as madeiras nobres à vista. O cinzento escuro foi escolhido pelos arquitectos do atelier Spaceworkers. O candeeiro é o Caboche, de Patricia Urquiola para a Foscarini, comprado pela proprietária Marta Massada na Kasadec.   DESDE a porta da rua, vislumbra-se à frente o corredor que contrasta com o hall em cor e simplicidade. A porta da esquerda dá acesso ao escritório.


UM PROJECTO DO ATELIER SPACEWORKERS DÁ UMA NOVA VIDA A UMA CASA CENTENÁRIA DO PORTO, SEM LHE ROUBAR O CARÁCTER.

Texto de Carla Macedo l Produção de Snowberry l Fotografia de Fernando Guerra

 
 
A mãe de Marta Massada abre-me a porta e logo depois das apre-sentações diz-me: “A minha filha tem muito bom gosto.” Podia ser apenas uma mãe orgulhosa, como compete, mas não é. É uma mãe cheia de razão. A casa, na Lapa do Porto, é um exemplar típico do princípio do século XX e foi aqui que a actual proprietária morou até aos 24 anos de vida. Depois a casa ficou vazia, mas por pouco tempo, porque Marta quis, já casada, reabitá-la. E recuperá-la.

“Eu sempre adorei esta casa. Gostava dos tectos, da entrada e queria muito manter, modernizar, dar mais luz.” Com o plano inicial traçado, Marta encontrou-se com Henrique Marques, arquitecto do atelier Spaceworkers. A sintonia que ainda hoje se verifica entre proprietária e equipa de arquitectos, composta também por Rui Dinis, explica-se facilmente. Marta diz que “tinha sempre uma ideia muito estabelecida acerca do que queria da casa”. Curiosamente e felizmente, as ideias das duas partes interessadas no projecto iam sempre na mesma direcção.

Um exemplo? A cor. Ou melhor, as cores do Porto, segundo a definição do arquitecto Henrique Marques: “A policromia de cada casa, que se consegue ver a partir da fachada. Fizemos uma maqueta de apresentação para tentarmos explicar o projecto, com uma cor diferente em cada quarto, e a Marta disse que podíamos pensar em cores ainda mais fortes.” Assim nasce o azul da sala de estar, o cinzento escuro do hall de entrada e os vibrantes verde e azul petróleo dos quartos do piso superior.

Apenas as madeiras da sala não foram objecto de concórdia imediata. A lacagem, essencial para fazer as quebras de cor e instituir a reflexão da luz, através do branco foi polémica. Porque o mogno original pesava e escurecia a casa. “A luz era o que nos assustava na casa. A única parte que queríamos escura era o hall de entrada”, dizem os arquitectos. A solução acabou por ser encontrada e aqui, como em toda a casa, de acordo com o gosto da proprietária.

A decoração obedeceu e obedece ao mesmo princípio de trabalho: a partilha, o reforço das ideias uns dos outros. Um caderno de recortes permitiu construir a decoração aos poucos, mostrar e desmontar em plano. Mas a obra ainda não está fechada. Virão por influência da dupla de arquitectos uma cadeira do casal Eames, outra de Mies Van der Rohe. Por enquanto, fazem as honras do escritório duas poltronas encontradas pela dona da casa num armazém de segunda mão, recuperadas de forma exímia. Um aparador contemporâneo, um sofá de linhas direitas, candeeiros clássicos, tapetes antigos, cadeiras desirmanadas, pintura original e serigrafias fazem desta casa um registo sem época mas extremamente pessoal. E Marta conclui: “Era mesmo isto que eu queria. A mesma casa, mas outra.”


NA SALA DE ESTAR, as madeiras originais foram lacadas a branco para reter a luz. O móvel de televisão foi comprado na Oito e Oitenta, o sofá é o modelo Anka, a cadeira ao fundo é vintage, o lustre era originalmente da mãe da proprietária. Sobre a mísula do lambrim, fotografias de família, serigrafias de José de Guimarães e dois quadros originais de Maria Portugal. A SALA DE ESTAR tem na zona de jantar o seu contraponto de cor. O branco permite maior reflexão da luz que entra pelas portas que foram ampliadas pelo projecto de arquitectura.
NO QUARTO PRINCIPAL, a parede de cabeceira foi construída de forma a incluir nichos que se enchem de livros, fotografias e jóias da proprietária. A cadeira à janela é da Homes in Heaven, assim como o candeeiro de mesinha, e os camiseiros são uma adaptação pensada e encomendada pela proprietária.
A COZINHA tem uma composição Osnofa para os armários.
OS QUARTOS para as futuras crianças já estão pintados. Aqui, como em toda a casa, as janelas e portadas são em madeira.
NA SALA DE JANTAR, a mesa e as cadeiras desirmanadas são todas da Homes in Heaven. O aparador verde é da Piurra. A ESCADA DE ACESSO ao segundo piso foi lacada de branco, deixando apenas à vista as madeiras do corrimão e dos degraus. O vão, ao fundo, foi aproveitado para construir um lavabo social.
1. APARADOR Luxor, por Giulio Cappellini, laca polida ou mate, 270x90x73 cm, da Cappellini, €6315, Poeira. 2. LUSTRE AD-CR, desenho de 1918, latão niquelado e cristal lapidado artesanal, Ø75x120 cm, €13 000, www.woka.at. 3. CANDEEIRO DE TECTO Caboche, por Patricia Urquiola, estrutura metálica revestida a esferas de polimetimetacrilato, Ø50x19 cm, da Foscarini, €849, Arte Assinada. 4. CÓMODA Old Rustic, madeira natural, 50x112x100 cm, da Becara, a partir de €1732,26, El Corte Inglés. 5. MESA DE JANTAR Atlantis, madeira maciça entalhada e pintada, Ø120 e ovalada até 160 cm, €1390, Homes in Heaven. 6. ESPELHO Boulogne, moldura em madeira dourada e patinada, 89x55 cm, €280, www.misendemeure.com. 7. SOFÁ Kivic, de 3 lugares, €654,41, Ikea. 9. TAPETE Old Tibet, 100% lã, a partir de 170x240 cm, €295, Area. 8. CADEIRA Cruz, madeira pintada, €170, Homes in Heaven.
 
 





 



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