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GENTE
 
 
 
É fruto da nova geração de artesãos que junta o trabalho manual à divulgação pela Internet. Constança Cabral tem peças vendidas para todas as partes do mundo. No blogue Saídos da Concha mostra os seus tecidos antes e depois de passarem pela máquina de costura.

Texto de Carla Macedo
Fotografia de Ana Paula Carvalho

 
 
Quando é que descobriu que era uma menina prendada?

São duas alturas diferentes. Quando era pequena fazia coisas: presentes para a família, capas para CDs. Há uns quatro anos, entrei numa livraria em Londres onde vi um livro que foi uma revelação. Nunca tinha pensado que se podia fazer coisas mais giras do que cortinados e colchas com uma máquina e com tecidos. Depois fiz umas pesquisas na Internet e descobri blogues de pessoas dedicadas à costura. Comecei a coser e em 2006, com 24 anos, criei o meu blogue.

E quando se tornou uma profissão?

Foi gradualmente. Comecei o blogue, já tinha acabado o curso de Direito... Depois fiz um mestrado em História e enquanto fiz a parte escolar do mestrado comecei a coser mais e mais. As pessoas começaram a pedir – as amigas, as amigas das amigas. Quando dei por mim isto tinha tomado conta da minha vida.

O blogue é bilingue porque...
Comecei logo a escrever em inglês e português porque a maioria dos blogues que eu gostava eram americanos ou ingleses. Esta opção trouxe-me imensa gente. Depois a Ikea descobriu-me (a Constança fez capa na revista Ikea Family) e isso fez com que a afluência crescesse. O blogue motiva-me para fazer mais, não é só um show and tell. Há uma comunidade enorme de gente que se apoia bastante. Se não houvesse Internet eu não tinha descoberto esta actividade.

A loja só aparece depois do blogue?
Sim. A princípio vendia só através do blogue. Depois descobri que este mercado de coisas feitas à mão está a rebentar em todo o mundo. As pessoas estão fartas de coisas produzidas em massa. Nos EUA criaram um mercado global de coisas feitas à mão, o Etsy. É uma loja-mãe, com motor de busca, com várias lojas agrupadas por categorias. A minha loja está no Etsy, os preços estão em dólares, mas fazem a conversão directa na altura do pagamento.

Como define o que faz?
Não sei responder, mas também não me preocupo em pôr uma etiqueta. Eu não gosto muito de artesã. Faz-me lembrar aquelas velhinhas das feiras. Costureira tem aquela conotação... uma senhora que está em casa a fazer bibes e saias. Uso crafter porque isto é um fenómeno da Internet onde a língua franca é o inglês.

O que há de novo naquilo que faz? O conceito por detrás de cada peça?
Não é só o conceito. Eu não costuro apenas. Escrevo o blogue, tiro as fotografias, faço o styling das fotografias. Não sou só costureira.

Como é a sua rotina de trabalho?
Eu trabalho em casa. De manhã leio os meus emails, respondo a pedidos, às encomendas, preparo as encomendas que tenho prontas ainda de manhã e vou aos correios. Tento fazer posts no blogue todos os dias. O meu trabalho tem duas vertentes: as encomendas e as linhas que eu crio. E coso à tarde ou à noite.

E como é o processo criativo?
Coser é muito meditativo. Parece que a cabeça se solta. E é aí que vou pensando. Também vejo blogues. E a inspiração está em todo o lado. Posso ver coisas na rua e pensar em fazer de outra forma. E as estações também me inspiram.

Como escolhe os tecidos?
Compro a maior parte nos EUA, através da Internet. E quando viajo, procuro também lojas e tecidos de qualidade. São sempre de algodão ou linho. No Inverno uso fazendas de lã.

A gama de produtos vai de onde a onde?
Faço principalmente clutchs e sacos. Faço babetes, organizadores de secretária, almofadas, cortinas, guarda-sacos de plásticos, baldes, cestos. Gostava de ter uma linha de casa mas como sou só uma... Tenho de ter atenção as coisas serem rentáveis. Como compro bons tecidos, não são baratos. E demoro imenso tempo a fazer estas coisas. É uma ponderação difícil de fazer.

Já vendeu quilts?
Não. Um quilt demora meses a fazer e seria demasiado caro. Estou a fazer um para a minha cama e fiz apenas dois para duas amigas.

A tradição portuguesa das mantas de retalhos é muito diferente da americana?
Sim. Ambas nasceram de um aproveitamento de restos de tecidos, mas a americana evoluiu na técnica. Há esquemas de colocação dos retalhos, há instruções. Na América, isto é um desporto nacional que acabou por evoluir imenso.

Sente que trabalhando em casa consegue ter tempo para a sua casa?
Sim. Se calhar demoro mais um ou dois dias a fazer almofadas ou cortinados do que quando tenho de entregar uma encomenda. Mas dá-me imenso gozo.

A máquina de costura foi herdada?
Não. Foi um presente da minha avó. A máquina e o computador são as ferramentas indispensáveis da minha profissão. É uma conjugação improvável, mas é esta mistura que é o novo daquilo que faço.

saidosdaconcha.blogspot.com
saidosdaconcha.etsy.com
 
 





 



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