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CASAS E INTERIORES
 
 

A SALA reflecte bem a eliminação de todas as paredes de tabique, para ampliar o espaço. As colunas são os elementos únicos de sustentação da casa. O busto preto, em bronze, é de fabrico napolitano. As litografias de Charles Lapicque, dos anos 40, foram compradas em Paris. O sofá e a mesa de centro foram desenhados pelo proprietário, Philippe Andrieux. As cadeiras dos anos 30 foram resgatadas do Marché aux Puces. No espaço de jantar um armário rústico foi pintado grosseiramente de branco. A mesa de vidro é também desenho de Andrieux e as cadeiras foram compradas na Habitat.
 
Viver num pueblo no centro de Madrid é só uma das mais-valias do apartamento de Philippe Andrieux. O decorador tem um espaço branco e vazio, pleno de referências ao passado.

TEXTO E FOTOGRAFIA DE MANOLO YLLERA

 
 
A Gran Via, centro do bulício da capital espanhola, oculta numa das suas margens uma Madrid que se perfila com um emaranhado de ruas mais próprias de uma aldeia castelhana. Paralelamente à modernização e ao consumismo desmedido, respira-se a tranquilidade e a tradição que ainda subsiste nos passeios estreitos. Philippe Andrieux, decorador, ficou cativo de uma destas sinuosas ruas numa tarde em que passeava, há dois anos. Foi quando descobriu um apartamento, descomposto, à venda. De frente para os varandins da sala principal não se impõe outra fachada de vizinhos mas uma igreja de tijolo burro na qual se destaca a imagem de uma virgem ao sol. A ideia inicial era reabilitar o edifício e colocá-lo à venda. Mas a obra foi-se transformando num projecto pessoal.

A alteração do espaço foi radical. Retiraram-se os tabiques para que ficasse transitável. Apenas se conservou um corredor – aquele que tem numa das faces amplas janelas para um pátio interior e na outra muitíssimas plantas emolduradas da cidade de Paris. Philippe não pode negar as suas origens: é parisiense e o quinto antiquário numa linha directa de ascendentes. É por isso que a sua casa se salpica de peças de múltiplas procedências temporais. Do século XVIII aos anos 70 do século XX e passando mesmo por objectos contemporâneos, tudo se harmoniza. “Não há receitas”, diz o decorador. “As coisas vão sendo escolhidas para um lugar.”

Mas antes o espaço. “O primeiro a fazer é desenhar uma caixa perfeita.” O vazio é uma característica fundamental desta casa. As portas fundem-se com as paredes, o chão absorve o frio, uma viga oculta sustém a escada dourada... nada é por acaso. Umas pinceladas de domótica, uns contrastes de cor e a personalização de alguns objectos dão um cunho especial ao apartamento. “Compro muitas peças em bruto que de seguida mando dourar. Também transformo outras que já têm certa personalidade para fazê-las mais minhas.” Um efeito insólito produz-se nesta casa onde as antiguidades parecem flutuar no branco clínico da caixa. É o resultado da meditada intuição do decorador.


NA SALA, juntam-se elementos de
várias espécies: dois bengaleiros
de origem incerta, um prato representando uma cena de Corto Maltese, sobre a mesa de apoio um relógio do século XVIII.
NO PLANO aberto comunicam sala
de estar, em primeiro plano, sala
de jantar e cozinha.
AS CADEIRAS dos anos 60, revestidas
com um tecido desenhado por Charles
e Ray Eames, estão colocadas por
baixo de um desenho dos irmãos Palao.


A SALA é iluminada amplamente, através das duas grandes janelas que dão passagem para os varandins. A igreja do outro lado da rua parece entrar e fazer parte do cenário. PHILIPPE ANDRIEUX, o proprietário e decorador deste apartamento, junto às escadas e a sua cadela Luna. O PIANO vertical não é apenas um elemento decorativo, é tocado quando o proprietário tem visitas. Um sofá individual estofado a veludo é um elemento de conforto. NA PASSAGEM para a cozinha, duas cadeiras forradas com tecido estampado com desenhos do casal Eames.


NO QUARTO, a cama e as mesas de apoio douradas e a que está aos pés da cama foram desenhadas e encomendadas pelo proprietário. O cavalo, à direita, é uma escultura chinesa do século XVII. O tapete de zebra foi comprado em Madrid e junto à cama dois candeeiros Bague.

NA SALA, o candeeiro foi desenhado pelo proprietário, o decorador Philippe Andrieux. A virgem com a sua coroa e halo, colocada no nicho da igreja em frente à casa, é presença constante. PARA O LAVABO dos convidados o preto foi a cor escolhida.

A CASA DE BANHO do quarto é predominantemente branca. A CÓMODA de duas gavetas, instalada no quarto, é uma herança de família. O candeeiro sobre esta, em cerâmica, é de Lorenzo Castillo. NO QUARTO, as escadas suspensas foram douradas a pedido do proprietário. O cadeirão revestido a veludo, com tachas nos seus braços, é da loja Laboratório. Na parede atrás deste, três serigrafias de Victor Vasarely. O candeeiro suspenso é dos anos 40.


1. ARMÁRIO em madeira de manga pintada e patinada, 132x162x217 cm, da Blanc D’Ivoire, €1600 aproximadamente, O Mundo de Sofia. 2. MESA de apoio, por Michel Jouannet, ferro forjado e folha de ouro, Ø40x60 cm, €975, www.pouenat.fr. 3. LUSTRE, por Gaetano Sciolari, circa 1960, latão e metal cromado, 22 lumes, da casa Assemblage, preço sob consulta, www.1stdibs.com. 4. BUSTO de Diana, século XIX, à maneira de Pajou, terracota patinada sobre soco de mármore brechado, 66x48x23 cm, mais 16 cm de altura de soco, €11 000, www.origines.fr. 5. CANDEEIRO de mesa Bague, por Patricia Urquiola e Eliana, da Foscarini, €373, Arte Assinada. 6. PAR DE COLUNAS de estilo Coríntio, revivalismo vitoriano, circa 1860, madeira e gesso, 37,5x37,5x282,6 cm, €12 158, www.westlandlondon.com. 7. TAPETE Zebra Funky, por Diane von Furstenberg, ponto do Nepal, da The Rug Company, €634, Poeira. 8. POLTRONA Nelson, por Eoos, 83x98x110 cm, da Walter Knoll, a partir de €2200, Fantoffice.
 
 





 



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