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A construção sustentável e o ecodesign deixaram de ser conceitos vagos, apenas dominados por um pequeno grupo de ambientalistas com uma visão utópica do mundo. Hoje são princípios obrigatórios em muitos países e que todos devemos respeitar em nome da preservação do nosso planeta.
texto de Helena Botelho
fotografias de Getty Images
 
 
 
 
Pensar verde
As questões ecológicas, que hoje preenchem as agendas de trabalho de empresários, investigadores, arquitectos, designers ou engenheiros, surgem da necessidade premente de travar os atentados cometidos contra o meio ambiente. A arquitectura bioclimática é apenas um dos campos de acção onde se pode, e deve, marcar a diferença para o bem do nosso planeta.

Arquitectura bioclimática
O nome é pomposo, mas o princípio é deveras simples. Este tipo de arquitectura limita-se a procurar a total integração dos edifícios no contexto climático e biológico da região; ou seja, não é mais do que a utilização dos saberes ancestrais e a recuperação das antigas técnicas de construção. No fundo, trata-se de projectar o edifício tendo em conta o potencial energético do local.

Principais objectivos
1. Melhorar a eficiência energética, diminuindo a necessidade de iluminação, ventilação e climatização artificial
2. Substituição de energia convencional por energias renováveis
3. Utilização de materiais com o mínimo impacto ambiental

Energias renováveis
Existem diversas fontes de energia renováveis, tais como biomassa, eólica, geotérmica, hídrica, hidrogénio, oceanos e solar. Apesar da diversidade, apenas algumas são actualmente utilizadas directamente em edifícios habitacionais.
Eólica – Utilizando o calor do ar, é possível aquecer habitações. O ar da rua é aspirado para o interior da casa através de uma conduta metálica. Dentro das habitações os emissores podem ser: piso radiante, ventiloconvectores e radiadores
Geotérmica – Aproveitando o facto de o subsolo permanecer com uma temperatura constante durante todo o ano, é possível, através de um sistema de canalização, arrefecer ou aquecer a casa com esta fonte de energia. Uma bomba de calor retira o calor do solo, concentra-o e distribui-o pelo edifício. No Verão, o processo é precisamente o inverso
Solar – Frequentemente utilizada para aquecimento central e de águas. Em algumas situações, o recurso a esta fonte representa uma poupança energética de cerca de 40%. Actualmente existe uma enorme diversidade de painéis solares, adaptados às necessidades de cada consumidor
Sistemas de aquecimento através de energia geotérmica, com captação horizontal e vertical e aquecimento de piscina, da Ciar.

Projecto
No caso de um edifício construído de raiz, deve acautelar uma série de factores ainda na fase de projecto. Uma casa dita bioclimática não implica um investimento de obra acrescido, nem um investimento em equipamentos tecnológicos. Para tirar total proveito daquilo que a natureza tem para lhe oferecer, basta ter em atenção as seguintes condicionantes:
Orientação do edifício, aproveitando a exposição solar
Distribuição dos espaços interiores de acordo com as funções previstas
Sistema sanitário com tratamento das águas para reaproveitamento sanitário e jardins
Jardins de Inverno ou paredes de Trombe
Aproveitamento geotérmico
Água quente solar
Distribuição de vegetação para sombreamento

Testemunho
Luís Nascimento optou por um sistema ainda pouco divulgado no nosso país: a geotermia. Na sua casa, em Torres Vedras, aquece e arrefece a casa, as águas sanitárias e a piscina com a energia da terra.
Como teve contacto com este sistema de aquecimento?
Quando pensei construir a casa comecei a procurar uma energia alternativa. Fiz uma pesquisa na Internet e contactei uma empresa especializada em geotermia.
O que o levou a optar por esta solução?
Porque, dentro das energias alternativas, é a que reúne as melhores condições de utilização. Ainda estudei a hipótese de instalar painéis solares ou um sistema de aerotermia, mas apresentavam algumas limitações. Este sistema ainda tem a vantagem de, além do aquecimento central e das águas, também fazer o arrefecimento no Verão.
As questões ambientais pesaram na decisão?
Numa primeira fase, sim, uma vez que queria mesmo uma energia alternativa, mas o factor económico pesou ainda mais na minha decisão.
Qual a despesa mensal em electricidade que tem actualmente?
Numa área de 380 metros quadrados, pago cerca de 100 euros em electricidade. Tendo em conta que não usamos gás, este números são completamente irrisórios. Estou muito satisfeito com esta solução.

Isolamentos
Janelas de telhado, para aproveitamento da iluminação natural, com total conforto e sem perdas de calor, da Velux.
Gastar menos energia passa também por um bom isolamento. Esta é talvez a forma mais eficiente de evitar o uso excessivo de aquecimento no Inverno ou de arrefecimento no Verão.
Telhado – No caso de vivendas sem sótão ou caixa-de-ar, a melhor solução para obter uma agradável temperatura ambiente passa pelo isolamento do telhado com subtelha e, se possível, com placas de poliestireno
Paredes de Trombe – São usadas para “guardar” o calor quando a parede é atingida pela radiação solar. Esta energia acumulada é depois radiada directamente para o interior do edifício a partir da outra face da parede, sendo possível o seu arejamento através de duas aberturas
Revestimento – A impermeabilização das paredes exteriores, com tintas adequadas, serve para evitar o aparecimento de humidades e outros problemas que geralmente daí advêm
Caixilho Unicity, de 55 mm, para maximizar a luz no interior das habitações, da Technal.
Caixilharia – Madeira, alumínio ou PVC. Esta última é a mais aconselhável para obter o melhor rendimento térmico, embora já existam excelentes soluções em alumínio
Vidros – As janelas com vidros duplos são o sistema mais eficaz para reter o calor no interior das casas. É composto por duas chapas de vidro em paralelo, com um espaço no interior geralmente preenchido com um gás inerte

O perito responde
Livia Tirone, arquitecta responsável por mais de 200 habitações bioclimáticas, em Portugal, lançou recentemente o livro Construção Sustentável.

Cinco aspectos a considerar quando se constrói uma casa?
Orientação solar das fachadas principais com predominância a Sul.
Isolamentos térmicos aplicados de forma contínua e pelo exterior da casa ou do edifício.
Paredes maciças e estucadas com grande inércia térmica a funcionar a favor do clima interior da habitação.
Vãos envidraçados adequadamente dimensionados com vidros duplos, caixilharias de qualidade e sistemas de abertura que favorecem a ventilação natural.
Sistemas de sombreamento exterior facilmente operáveis.

A construção sustentável é mais dispendiosa do que a tradicional?
Se a comparação é apenas no acto da compra, a sustentável poderá custar mais 3% do que a convencional. Mas se tivermos em consideração o conforto que atingimos todo o ano e os custos de operação – muito reduzidos numa construção sustentável – então não restam dúvidas: é muito menos dispendiosa esta opção.

Como vê o futuro deste tipo de construção em Portugal?
Com a certificação energética de todas as habitações e escritórios, obrigatória a partir de 2009, prevejo que a construção sustentável represente um factor de diferenciação. Num mercado em que a oferta é maior do que a procura este dado pode ser determinante para o sucesso de qualquer promoção imobiliária. O cliente final vai, assim, poder distinguir uma habitação confortável e com baixos custos de operação de outra que não o é. O poder que a certificação energética coloca nas nossas mãos ao discriminar o bom do mau desempenho energético vai ser um condutor à mudança e ao alargamento de boas práticas na construção.

Painéis solares termodinâmicos
Painéis fotovoltaicos, da Habiecológica.
Base de duche Face, da Sanindusa.
Mesmo num país onde o Sol é quase uma constante durante todo o ano, nem sempre é possível tirar o maior rendimento dos painéis solares tradicionais nos meses de Inverno. Para colmatar esta falha, existem actualmente os painéis solares termodinâmicos capazes de captar o calor do Sol, da chuva e do vento. Alguns equipamentos permitem alternar entre o aquecimento da água da piscina durante a Primavera, o Outono e o Verão e o aquecimento da habitação durante o Inverno.

NOTA O ideal será proceder à instalação durante o período de construção, no entanto, existem kits que podem ser colocados em edifícios já concluídos.

Aquecimento solar de água
A energia produzida através dos painéis solares tem múltiplas utilizações domésticas, sendo uma das mais frequentes o aquecimento das águas. Fique a conhecer as principais vantagens deste sistema.
Tem água quente mesmo nos dias sem Sol, graças a um depósito que conserva a temperatura da água durante 24 horas
Pode instalar uma resistência eléctrica auxiliar no depósito ou ligar o sistema solar a um sistema alternativo de aquecimento, como esquentador ou caldeira
A factura da electricidade e do gás diminui consideravelmente, podendo poupar até 40%

Testemunho
Kit de painéis solares, com sistema de aquecimento de água, da Jaqueciprolar.
Lurdes Ferreira vive com o marido e dois filhos, na zona de Sintra, e usa a energia solar para o aquecimento das águas.

Há quanto tempo instalou os painéis solares?
Foram instalados na altura da construção da casa, há 22 anos.

O que vos levou a escolher este sistema?
Na época o sistema ainda não era muito divulgado em Portugal, mas coincidiu com uma subida significativa do preço do gás. Por isso, achámos que o aquecimento solar poderia ser uma opção mais económica. O que poupamos em gás compensa largamente o investimento inicial.

Este sistema obriga a uma manutenção regular?
Não. Durante estes anos só tivemos de substituir uma vez o depósito da água e isso aconteceu ao fim de 15 anos de utilização.

Materiais
Pavimento em madeira, com sistema de encaixe fácil, da Quick-Step.
Na busca incessante de novas tecnologias e materiais, muitas vezes esquecem-se aqueles que estão na base de uma construção sustentável. Não questionando de forma alguma a qualidade e eficiência dos produtos vanguardistas (muitos deles fabricados tendo em conta as questões ecológicas), relembramos que as matérias-primas tradicionais constituem sempre uma boa opção.

Madeira; telhas de cerâmica; pedra; isolamentos naturais; vidro; ferro; cobre; plásticos ecológicos


Reutilização da água
Torneira Eurodisc, com redutor de caudal, da Grohe.
Nos lares portugueses, cerca de 33% da água consumida resulta das descargas dos autoclismos. Se as “águas cinzentas” (lavagens das máquinas e banho) fossem reutilizadas para descarga dos autoclismos ou para rega de jardins, pouparíamos um terço deste bem essencial.
Membranas filtrantes – Um depósito com um pequeno sistema de filtragem “purifica” as águas cinzentas provenientes das máquinas de lavar e introduz no circuito novamente a água, depois de tratada, para ser descarregada nos autoclismos
Águas das chuvas – Este sistema é apenas adaptável a moradias. Funciona de forma muito simples: um reservatório numa zona elevada recolhe a água das chuvas e distribui-a numa rede de canalização directa para sanitas e sistemas de rega


O perito responde
Pedro Pêgo, engenheiro electrotécnico, defende que uma casa ecológica contempla o uso de energias alternativas, aliadas a um sistema de domótica que faz a boa gestão dessas mesmas energias.

Controlador de ambiente e regulador de temperatura, TX460A. Configurador portátil, para programar os produtos do sistema, TX100, da Hager. Colector TC-25, sistema solar térmico para aquecimento central e de água, da Intersol, na Donauer Solar Systems Lda.
Qual a energia alternativa com melhor relação investimento/retorno?
O aproveitamento da energia solar, através dos painéis solares, é, sem dúvida, a melhor opção. No Verão, não é necessário recorrer a gás ou electricidade para aquecer as águas. Durante o Inverno, principalmente à noite, este sistema pode ser complementado por uma caldeira eléctrica, a gasóleo ou, na minha versão preferida, a biomassa (através de caroços de azeitona, por exemplo). Esta opção é a mais rentável, uma vez que podemos obter biomassa através de diferentes fontes e com custos muito baixos comparados com a electricidade ou gasóleo.

É possível instalar um sistema solar com aquecimento central e aquecimento de águas numa casa já construída?
Sim, hoje em dia, tudo é possível. Na prática, existem duas soluções. A primeira implica a abertura de roços, por vezes algo incómodos, mas no final da obra a questão estética é valorizada. A segunda hipótese consiste na instalação de calhas técnicas, pouco estéticas, por onde passam as tubagens.

Em que medida a domótica contribui para a criação de uma casa ecológica?
A domótica permite a interligação, optimização e gestão à distância, se necessário, de todos os equipamentos eléctricos de uma casa. Neste contexto, é possível reduzir o consumo eléctrico de vários aparelhos domésticos. Por exemplo, com a programação diária dos vários aparelhos é possível ligá-los apenas nos períodos das horas vazias (contadores bi-horários).
Tinta plástica Dyrumat Ecológico, para aplicação em interiores, formulada de acordo com os rigorosos critérios da Comissão Europeia sobre a atribuição de Rótulo Ecológico para tintas e vernizes, da Dyrup.

X-Control - Tlm. 91 497 20 46

Tintas
Em qualquer marca disponível no mercado encontra gamas com baixo teor de produtos tóxicos. No entanto, se quiser ser realmente exigente opte por uma destas alternativas:
Biológicas – As tintas e os vernizes biológicos utilizam apenas produtos naturais regenerativos (cera de abelhas, ceras vegetais, resinas naturais, óleos vegetais, etc.) e pigmentos não tóxicos
Ecológicas – Na sua fórmula, é imposto o uso limitado de substâncias perigosas e um baixo teor de solventes, com preferência pelos produtos aquosos com baixo nível de compostos orgânicos voláteis

Casas de madeira
Esta é a escolha ecológica por excelência, quando associada a sistemas de energias limpas. Esqueça o conceito romântico de uma simples cabana desprovida de conforto e descubra o mundo das casas ecológicas, sofisticadas e, ainda mais tentador, construídas em poucas semanas.
Recurso a materiais naturais ou reciclados com baixo impacto ambiental
Utilização de madeiras provenientes de florestas devidamente certificadas para o efeito
A madeira é um material não radioactivo e não liberta gases nocivos ao ambiente, nem electricidade estática
Uma casa construída de troncos ou pranchas de madeira apresenta um elevado grau de isolamento acústico e térmico
Os edifícios de madeira são reguladores e estabilizadores naturais da humidade ambiental


À esquerda: Interior de uma casa de madeira, da Rusticasa. Em cima e à direita: Casas de madeira, da Casema.

Gestão de energia
Nem sempre temos tempo ou paciência para nos debruçarmos sobre as melhores soluções que nos são apresentadas pelas companhias de gás, electricidade ou água, ou mesmo para fazer uma prospecção de mercado para saber qual o electrodoméstico com maior nível de eficiência energética. Uma redução destes custos mensais representa também uma utilização mais eficaz e consciente da energia. Aprenda, com a ajuda de profissionais, a gerir as fontes de energia que tem à sua disposição. O planeta e a sua carteira agradecem.
www.poupança365.com


Electricidade
Forno e microondas EasyCook, da Brandt, distribuído por A. J. Pinto.
Já não há justificação, nem mesmo o preço, para não optar por lâmpadas de baixo consumo ou por um sistema de LEDs para iluminar uma zona de passagem. Uma casa equipada com um sistema eléctrico “ecológico” e uma utilização consciente do mesmo protege o ambiente e garante uma redução na factura da electricidade no final de cada mês.
Iluminação correcta – Cada divisão deve ser iluminada tendo em conta o tipo de actividades que se realizam nesse espaço. Por vezes, despende-se demasiada energia a iluminar zonas pouco utilizadas
Lâmpadas – Prefira a lâmpada fluorescente compacta às incandescentes. Embora ainda sejam mais caras, consomem menos energia e duram mais tempo
Potência – Use menos lâmpadas, com maior potência. Uma lâmpada de 100 watts consome a mesma energia que quatro de 25 watts, mas produz o dobro da luz

Dica Se não quiser fazer um investimento avultado, trocando as lâmpadas de casa todas de uma só vez, experimente comprar uma de cada vez que vai ao supermercado. Em pouco tempo terá o processo concluído sem sentir diferença no orçamento mensal.


LED


Sistema de iluminação com LEDs, na Morgado e C.ª.
A sigla significa Light Emitting Diode. Em comparação com as lâmpadas convencionais incandescentes, estas consomem um décimo da energia e duram cerca de 50 vezes mais. Nas lojas de design encontra diversos candeeiros, para as mais variadas funções, com este tipo de lâmpadas. Um ponto a favor do ambiente e da sua casa.



Máquina de lavar louça que permite adaptar os consumos de água e energia à carga introduzida e poupar até 40% de energia e 25% de água, da Fagor.
Electrodomésticos
Ao comprar um frigorífico ou uma máquina de lavar roupa tem sobre si a responsabilidade de escolher um equipamento que respeite o meio ambiente. Saiba o que procurar:
Aparelhos com nível de eficiência energética de classe A ou B
Informações sobre o consumo de água e electricidade e os níveis de ruído
Máquinas de lavar roupa ou louça com programa de lavagem a baixa temperatura e programas de meia carga
Frigoríficos que não utilizam substâncias que empobrecem a camada de ozono
Aparelhos que possam ser facilmente desmontados e reciclados
http://equipamentos.p3e-portugal.com/

Rótulo ecológico
Felizmente, os consumidores estão a começar a perceber que podem ter uma influência positiva e contribuir activamente para a protecção do ambiente ao comprar produtos que limitam os danos ambientais. O sistema do rótulo ecológico da UE é uma maneira simples de ajudar os consumidores, informando-os sobre os produtos à sua disposição. Este rótulo distingue os bens de consumo corrente respeitadores do ambiente.
http://europa.eu.int/ecolabel

Lembre-se de que…
Para reciclar uma tonelada de latas gasta-se apenas 5% da energia necessária para produzir a mesma quantidade de alumínio pelo processo primário
A fabricação de plástico reciclado economiza 70% de energia, considerando todo o processo desde a exploração da matéria-prima primária até à formação do produto final
Na reciclagem do vidro é possível usar 50% menos de água
Uma tonelada de papel reciclado poupa cerca de 22 árvores, economiza 70% de energia eléctrica e polui o ar 74% menos do que se fosse produzido


Reciclagem de REEE
Por certo estará a perguntar-se o que é REEE. A resposta é simples, embora pouco óbvia: Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos. Segundo um estudo realizado pela Amb3E – Associação Portuguesa de Gestão de Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos, 81,8% dos portugueses não sabe o que fazer a estes equipamentos quando deixam de ter utilidade prática. Se é esse o seu caso, leia atentamente as linhas que se seguem.
1. Lojistas e retalhistas – Na compra de um equipamento novo (frigorífico, computador, varinha mágica…) deve entregar na loja o mono correspondente ou pedir que, no acto da entrega do equipamento novo, recolham o antigo
2. Centros de recepção – Entrega voluntária dos equipamentos. Para saber a sua localização pode ligar para 800 262 333 ou consultar o site www.amb3e.pt
3. Câmaras municipais – Algumas autarquias dispõem de serviço de recolha porta a porta de monos. Informe-se na câmara municipal da sua área de residência


Reciclagem
Infelizmente, a reciclagem dos resíduos domésticos ainda não está enraizada nos hábitos diários dos portugueses. Mais grave ainda é a forma irresponsável como muitas pessoas colocam lixo orgânico ou embalagens sujas nos ecopontos sem perceberem que estão a comprometer todo um ciclo de reciclagem dos objectos. Conheça a “segunda” vida dos objectos que coloca no ecoponto.
Papel – Além de dar origem a cadernos e a papel para impressoras, a pasta feita através dos desperdícios de papel também serve para produzir caixas de cartão canelado, papel higiénico e de cozinha, embalagens de cartão…
Ecoponto doméstico promovido pela Sociedade Ponto Verde, produzido pela Domplex, na Pollux.
Plástico – Os frascos e as embalagens plásticas estão na base de diversos objectos do nosso quotidiano: camisolas polares, vasos, tubos de canalização ou mobiliário
Madeira – O mobiliário em aglomerado é fabricado a partir de madeira reciclada. Se tem móveis velhos que quer deitar fora, informe-se na câmara municipal qual o local indicado para os entregar
Metal – As embalagens de metal, aço e alumínio recicladas ganham novas funções como bicos do fogão e peças de automóvel
Vidro – Algumas peças – garrafas, boiões e frascos – são produzidas total ou parcialmente a partir de vidro reciclado
Pilhas – Durante o processo de reciclagem os metais pesados são devidamente tratados e não são libertados para a atmosfera. Os restantes são introduzidos novamente nas indústrias


Torneira de lavatório, Tor Nexo, com redutor de caudal, da Sanitana.
10 regras de ouro
Contribuir para um ambiente melhor não passa apenas pela instalação de painéis solares ou pela reutilização da água da chuva. Pequenas alterações nas nossas casas podem fazer a diferença.

1. Redutores do fluxo de torneiras
2. Lâmpadas fluorescentes
3. Calafetagem das janelas
4. Reciclagem dos resíduos domésticos
5. Usar a carga máxima das máquinas de lavar roupa e louça e usar programas de baixa temperatura
6. Duche em vez de banhos de imersão
7. Autoclismo com sistema de dupla descarga
8. Não aquecer divisões desabitadas
9. Desligue o forno 10 minutos antes do tempo previsto para a cozedura
10. Optar por embalagens familiares ajuda a minimizar o desperdício


Ecodesign
É cada vez maior o número de criadores que lança no mercado peças 100% ecológicas. Partindo de materiais reciclados, produzem mobiliário, acessórios e vestuário de grande qualidade, afastando assim a ideia de que ecodesign é sinónimo de produtos frágeis e pouco úteis. Para a promoção desta vertente “verde” do design, muito têm contribuído alguns dos grandes criadores da actualidade, como os brasileiros irmãos Campana, o arquitecto português Eduardo Souto Moura ou mesmo marcas como a Philips.
Vaso Return Pot, para plantas vivas, ecológico, transforma restos de resina plástica (ácido poliáctico, PLA) em composto para plantas, da Electrolux Design Lab 2007.


Princípios básicos
Escolha de materiais de baixo impacto ambiental: menos poluentes, não tóxicos ou de produção sustentável ou reciclados
Eficiência energética: utilizar processos de fabricação com menos energia
Reutilização/Reaproveitamento: objectos feitos a partir da reutilização ou reaproveitamento de outros objectos; criar objectos que sobrevivam ao seu ciclo de vida

 
 





 



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